sábado, 1 de janeiro de 2011

Um giro em Paris.

Volteeeei \o
Viajar é bom mas eu ja estava com saudades de casa, da minha cama, do meu computador, das minhas coisas.
Como voces podem ver, meu plano de voltar dia dois não deu certo, e logo explico o porque.
Bom, começando do começo hehe
Dia 26 peguei o eurostar aqui em Londres e fui para Paris. Sobre o eurostar, eu não achei lá aquelas coisas, estava esperando um trem super moderno e tal, afinal, a propaganda é grande. Mas é um trem normal e que nem vai tão rápido assim, apesar de dizerem que ele faz Londres-Paris em 2 horas, eu demorei 4 horas pra chegar lá. Ele realmente passa embaixo do canal, mas não é nada demais porque durante todo o tempo fica escuro e deixa a viagem desinteressante. A parte boa é que ele te deixa no centro da cidade, do lado do metro.
Chegando em paris, meu plano era pegar um trem direto pra Florença (Itália), e foi nessa hora que começou a nascer meu ódio pela França. Primeiro problema, os franceses não gostam de falar ingles, e eles muitas vezes se negam à falar ingles. Infelizmente minha única capacidade de entender frances é merci, pardon e auí, então eu fui bem chata, se eles se negavam a falar em ingles eu começava a falar em portugues, assim a fila de gente ia aumentando e eles tinham que falar em ingles mesmo pra não ficar o dia inteiro nesse rola enrrola comigo. Segundo problema, por incrível que pareça, o passe que eu comprei que dava livre acesso as ferrovias francesas e italianas, não servia na frança, e as passagens estavam esgotadas para todos os trens que iam para qualquer cidade da Itália, assim, precisei comprar uma passagem integral para a outra noite, ja atrasando todo meu programa, hoteis e planos em florença.
A parte boa de todo esse transtorno foi que eu pude conhecer duas coisas que queria em Paris, a Torre Eiffel e o Museu do Louvre.
Foi muito fácil fazer esse percurso, o metro de Paris é bem eficiente e atende super bem as necessidades turísticas. Então fui primeiro a Torre, e já saindo da estação lá estava ela. A sensação é meio estranha porque a torre em sí é horrível, não horrível, mas contrasta com o luxo e delicadeza do resto das construções de Paris, mas mesmo assim quando a gente ve ela, se encanta.





A cidade de Paris, como em qualquer outro lugar, tem partes bonitas e partes feias. O lugar onde peguei o trem por exemplo, era bem feinho, paredes pixadas, sujeira no chão. Mas conforme vamos nos aproximando dos pontos turisticos começamos ver as construções de luxo, os parques, etc...




É claro que eu não podia deixar de experimentar o tal do crepe frances, que realmente é muuuuuuuuito bom, e da vontade de comer vários!

Crepe Frances.


Depois da Torre peguei outra linha de metro pra ir no Museu do Louvre. Eu queria muito ter entrado, ter visto a Monalisa e todas as outras obras de arte, mas eu não tinha tempo, tive que fazer tudo isso em 4 horas, e no museu, se eu fosse ver só as coisas mais famosas, eu levaria no minímo 2 horas.
A primeira coisa que me espantou no Louvre foi o tamanho, ele é  gigaaaaaaante! Ninguém conseguiria conhecer nem a metade dele em um dia, ele é muito grande mesmo! A segunda coisa em que pensei foi no livro O Código da Vinci, claro, não ia ter como olhar pro museu, olhar pra pirâmide e não reviver o livro.

Museu do Louvre.


Um pedaço, porque na foto não coube ele inteiro.


E a Mona vai ter que esperar!

Depois do meu passeio voltei correndo pro hotel pegar as minhas malas e ir pra estação de trem (que era do lado). De Paris à Florença seriam 12 horas, e eu estava preparada psicologicamente pra ficar em um daqueles bancos não reclináveis de trem, mas para minha surpresa não tinham bancos e sim colchetes. A parte boa era que eu ia poder dormir a noite toda, esticadinha, a parte ruim era que, quando cheguei lá, só tinha eu de mulher na cabine e mais 5 homens enormes e muuuuuuuito fedorentos, resumindo, é claro que eu não dormi nada, fiquei a noite toda com os olhos bem apertos e pronta para gritar à qualquer movimento estranho! heheheh   Além disso, mesmo que eu fosse super corajosa e não tivesse um pouquinho de medo deles, o fedor era tão insuportável que eu não ia conseguir dormir de qualquer jeito. Mas cheguei em Florença sem dor nas costas, sem dor nas pernas e sã e salva.
Explicando o tal do trem noturno. Ele é dividido em várias cabines fechadas, e cada uma dessas cabines tem duas fileiras de 3 camas, que ficam uma em cima da outra, um verdadeiro aperto, chega a dar um pouco de agonia até acostumar.

Colchetes.


Eu não consegui tirar a foto direito porque a cabine é muito apertada, então não deu para enquadrar as 3 camas, mas o sistema é mais ou menos esse.

Enfim, esses foram os primeiros 2 dias da minha aventura. A parte de Florença, Pisa, Roma e minha volta conturbada para casa eu faço em outro momento porque ainda preciso desfazer as malas e colocar uma tonelada de roupas para lavar.
Ah, sem esquecer, HAPPY NEW YEAR para todos, que 2011 seja tão maravilhoso e supreendente quanto 2010!
Mãe e Pai, estou morrendo de saudades!

Um comentário:

  1. Aninhaaaa!!!
    Estamos morrendo de saudades!!!
    Esse ano novo não foi o mesmo sem você :(
    Esses post é um treinamento para a minha leitura leio leio...
    Mas a gentee também te deseja HAPPY NEW YEAR...
    E que esse ínicio de ano reflita as próximas aventuras que você ainda irá viver.
    Estes teus post estão me ensinando de tudo, inclusive geografia, como diz a mãe!
    Beijão te amamos muito de todos os do cedrooo!!!!
    principalmente manu e bela

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