domingo, 2 de janeiro de 2011

Enfim, la bella Itália...

Finalmente vou falar sobre Florença, a minha Florença, e que os Italianos chamam de Firenze.
Florença sempre foi minha cidade preferida no mundo (não que eu conheça o mundo), desde que vi Florença pela primeira vez por fotos, eu amei essa cidade. E foi por isso que meus planos eram passar 3 dias lá (tempo demasiado grande para uma cidade tão pequena e que pode ser facilmente vista em um dia), e por isso também que foi a primeira das cidades da Itália que quis conhecer. Eu podia deixar de conhecer qualquer outra, mas não Firenze.
Quando esperamos demais de uma coisa que não conhecemos, quase sempre a decepção é certa. Mas não foi assim, Firenze era TUDO que eu esperava, e quando saí da estação de trem e vi o Duomo pela primeira vez fiquei com lágrimas nos olhos.
Firenze tem um encanto só dela, é uma cidade pequena, com gente simples, trabalhadora e alegre, é a cidade dos intelectuais, cidade onde viveu Galileu Galilei e Michelangelo, cheia de histórias pra contar, cheia de coisas antigas, que tem suas ruas decoradas com algumas das obras de arte mais famosas do mundo, com igrejas lindas, com o Duomo, as ruas de pedra, não sei como explicar, Firenze é Firenze, e é minha cidade queridinha. Foi por isso que fiquei com tanto ódio da França, graças à eles e suas companhias ferroviárias despreparadas, eu perdi um dia da minha Florença, e para mim isso era imperdoável.
Bom, começando pelo meu albergue. Eu não consegui reservar os tres dias no mesmo albergue, então primeiro fui para o Sorggiorno Venere, que fica à 3 quadras do Duomo, e olhando pelo lado limpeza e conforto, era bom, só que chegando lá, toquei a campanhia mil vezes e ninguém me atendeu, depois de uns 15 minutos, um cara apareceu atras de mim e me entregou uma chave (a chave do albergue), porque a dona estava viajando então era pra eu me acomodar e ficar com a chave. Achei isso meio chato, acho que alguém deveria estar lá para me receber, me dar as coordenadas e tudo mais, mas tudo bem. Larguei minhas coisas lá e fui conhecer Firenze.

Quarto do meu primeiro albergue. Minha cama era a de solteiro.

Claro que a primeira  coisa a ser vista foi o Duomo. Explicando: O Duomo fica na Piazza Duomo, e ele, ao contraio do que todos pensam, não é a catedral em sí, e sim, a parte da catedral que tem a cúpula. A catedral chama-se Catedral de Santa Maria del Fiore, e na frente da catedral ainda tem o Batistero de San Giovanni.


Eu e o Duomo ao fundo.


Catedral Santa Maria del Fiore.


Torre da catedral.


Por azar eu não tirei nem uma foto decente do Batisteiro de San Giovani, mas é essa construção no lado esquerdo, e fica bem na frente da catedral.

Depois de babar pelo Duomo por um tempo, fui comer a famosa pizza Italiana, que tem sua fama baseada só na verdade, é muito gostosa, e muito diferente das pizzas brasileiras, desde a massa e do molho de tomate até o queijo, como era apenas meio dia, resolvi deixar o vinho pra de noite. E de sobremesa, pra fechar o pacote completo, um gelato italiano.

Pizza de Prosciutto, que como explicou o garçon, é um presunto italiano curado à seco. Molto Buona!


Gelato Italiano.


O que há de mais famoso em Florença realmente é o Duomo, e os museus, claro. Mas é muito bom ficar caminhando sem rumo pela cidade, observando as construções, as pessoas, olhar tudo e tentar imaginar quanta história tem essa cidade, cidade dos filósofos e artistas. Conversei com um italiano que contou que em toda a Itália, quando um pai tinha um filho com idéias diferentes, ou com dote de artista, eles levavam a criança para Firenze, porque segundo eles, a cidade desenvolveria o talento dos filhos. E foi isso que aconteceu com Michelangelo.
Andei por toda a cidade, passei por lugares que até agora não sei os nomes, e por igrejas não tão impactantes quanto o Duomo, mas encantadoras também.



Igreja SS Anunzziata.

A maior avenida de Florença.

Minha santa marcando presença na viagem.

Igreja de Santa Maria Novella.

Gelato.

as ruazinhas, tão lindinhas...

Na outra noite fui para outro albergue, este sim ela maravilhoso, muito bom mesmo, deixava muitos hotéis no chinelo. Dividi o quarto com um menino de Taiwan, o nome era Yu-Yin, muito querido, e graças a Deus existe o facebook e poderemos manter contato, já que só conseguimos conversar na noite anterior à eu ir pra Roma e ele pra Vienna.
Foi nesta tarde que fui para Pisa também. Pisa fica à 1 hora de trem de Florença, e é muito fácil de ir, mas eu só acho que é vantagem ir pra Pisa se vc esta passando por perto, não como muitos que viajam horas, pegam avião e fazem o diabo para ver a tal torre. Tudo bem que é famosa e tal, mas não é nada de muito grandioso, primeiro porque a torre não é muito alta (uma decepção para mim), segundo porque esse é o único atrativo de uma cidade que nem é tão bonita, e por isso, levando em consideração a caminhada (meio longa) da estação ferroviária até a torre, se perde só 1 hora lá, então eu acho que não vale a pena viajar demais pra ficar uma hora na cidade.
Mas ok, vamos a Torre de Pisa. Ela é muito, muito, muuuuuuuuuuuito torta mesmo, chega a ser ridículo, eu tive que dar risada quando ví pela primeira vez, e o primeiro pensamento que veio foi que o cara que construiu aquilo tinha uma labirintite da braba. Mas depois, andando pela praça de Pisa e lendo as informações, descobri que ela não foi construída assim, e sim que a fundação da construção foi mal feita, o que só piorou por causa do solo mal compactado. Enfim, a torre é torta, e para mim, meio ridícula.
Lá encontrei o Mark, na verdade encontrei ele antes da torre porque ambos estavam perdidos. O Mark é da Inglaterra, e tem um sotaque muito pesado, foi difícil entender o ingles dele. Mas estavamos conseguindo nos comunicar, digamos que, razoavelmente bem, e ficamos amigos, tomamos uma cerveja juntos, e ele teve que sair correndo porque ia perder o trem, mas ficou a promessa de nos encontrarmos um dia em Londres ou em Bristol, cidade onde ele mora.
Depois da torre, voltei pra Florença, pra mim última noite lá, e me afoguei em um macarrão a carbonara com vinho, mal sabia eu do estresse que seria o próximo dia, já em Roma. Mas essa história fica pro próximo post, porque esse ja esta grande demais.


Segundo albergue, chamado Locanda Daniel, muito bom mesmo!


Janta mais tradicional da Itália, Spaghetti à Bolognesa e vinho tinto.


Pisa.


Batistero e Catedral em Pisa.


Torre de Pisa.


Torre de Pisa.


à carbonara com vinho tinto, hmmm, que saudades da Itália!


Beijos à todos e amanhã (ou mais tarde), volto com as fotos e histórias romanas.
Arrivederci.

4 comentários:

  1. Nossa Ana Paula, que lindo!
    Já imaginou a nonna e eu aí contigo?
    Maravilha... apesar dos transtornos você foi e voltou e no final tudo deu certo.
    Parabéns por sua determinação, estou muito orgulhosa de você... e quem diria que irias antes do que a mãe para a Itália, né?
    Beijo e que Deus a ilumine muito minha Filha!

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  2. EU TO COM SAUDADE!!!!!!!!!!!!!!!!
    o verao aqui está ótimo, quase tao frio quanto ai! HAHA
    brincadeira...só uns dias com mau tempo.
    As fotos sao lindas, os posts tambem, a saudade só aumenta e o orgulho tambem.
    em foz, com o beto no aeroporto esperando o pai dele, tinha uma gringa sofrendo demaaaaais para fazer o pedido pra garçonete, que só falava portugues. dei muita risada, porque ela usava um livrinho como aquele que vc comprou antes de ir. Lembrei de ti!
    Beijaaaaao, das acompanhantes assíduas Manu, Bela e Dalva!

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  3. Ana tua mãe deve estar muiiiiiiiiiiiiiiito orgulhosa mesmo de ti, estou encantada com teu blog, escreves muito bem, as fotos lindas, sem contar a tua coragem! Estás mil vezes de parabéns!

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  4. Ana amada, cidadã do mundo..hauhauahu...que lindas hostória, que maravilhosa aventura! Tõ com saudades de vc amda. Grande beijo.

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